RORAIMA - GEOGRAFIA E HISTÓRIA DO ESTADO DE RORAIMA

GEOGRAFIA – Área: 224,299 km². Relevo: planalto no norte e depressões no sul. Ponto mais elevado: monte Roraima, na serra do Pacaraima (2.739,3 m). Rios principais: Alalaú, Branco, Catimani, Tacutu, Uraricoera. Vegetação: floresta Amazônica, com pequena faixa de cerrado a leste. Clima: equatorial a oeste, tropical a leste. Municípios mais populosos: Boa Vista (265.300), Rorainópolis (25.590), Alto Alegre (21.900), Caracaraí (18.200), Bonfim (13.500), Mucajaí (12.600), Cantá (11.500), Pacaraima (8.980), Uiramutã (6.950), São Luiz (6.940) (2012). Hora local: -1h. Habitante: roraimense.

POPULAÇÃO – 420.800 (est. 2012).

CAPITAL – Boa Vista. Habitante: boa-vistense. População: 265.300 (est. 2012).


Situado no extremo norte do país, Roraima (RR) faz fronteira com a Venezuela e a Guiana e abriga o ponto mais setentrional do Brasil, o monte Caburaí. Cortado ao sul pela linha do Equador, a maior parte do território fica no Hemisfério Norte. O clima é equatorial, quente e úmido. Com mais de 60% de área coberta pela floresta Amazônica, o estado é o menos populoso do país. A influência indígena está presente na culinária e no artesanato. Em Roraima fica parte da reserva indígena dos ianomâmis, com 5,6 milhões de hectares. Por ter extensas jazidas de ouro, cassiterita e pedras preciosas, a reserva atrai garimpeiros clandestinos.

Economia – Roraima é o estado que menos contribui para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, com apenas 0,1%. Sua economia se apóia no setor de serviços. O transporte é precário, feito apenas pelo rio Branco, que corta o estado desde o sul até a capital, Boa Vista, ou pela BR-174, que liga o estado à Venezuela, ao norte, e a Manaus, ao sul. Os mais importantes produtos agrícolas são mandioca, arroz, milho, laranja e banana. De 2001 para 2011, a produção de madeira, o principal item de exportação, triplica e atinge 85 mil metros cúbicos. A crise de energia elétrica era crônica em Roraima: a população convivia com constantes cortes de luz. O estado resolve o problema, a partir de 2001, importando energia da Venezuela, do Complexo Hidrelétrico de Guri-Macaguá.

Boa Vista
Governador cassado – O governador Flamarion Portela (afastado do PT) tem o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto de 2004. Pesa contra ele a acusação de usar programas sociais para se promover durante a campanha que o reelegeu em 2002. Portela está envolvido também no "escândalo dos gafanhotos", em que é acusado de contratar funcionários fantasmas. Em seu lugar, assume o segundo colocado no pleito de 2002, o ex-governador Ottomar de Sousa Pinto (PTB).

Reserva Raposa/Serra do Sol – O impasse quanto à homologação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol intensifica os conflitos na região em 2004. Com 1,7 milhão de hectares e 15 mil índios de cinco etnias, a reserva foi demarcada em 1998 e, desde então, aguarda oficialização do governo federal. Pela demarcação original, ficariam no interior da reserva a cidade de Uiramutã, fazendas de arroz e a região de fronteira com Guiana e Venezuela. O governo de Roraima, fazendeiros e até mesmo alguns índios defendem uma homologação descontínua, em que essas áreas se tornariam "enclaves brancos" dentro da reserva. O Supremo Tribunal Federal (STF) cassa as liminares que impediam a homologação contínua. Com isso, o governo federal confirma a demarcação original.

Índices sociais – Conflitos de terra ocorrem com freqüência no estado e são apontados como a principal causa da alta taxa de homicídios. Em outras áreas há avanços. Roraima consegue a maior diminuição nos índices de mortalidade infantil do país entre 1990 e 2011: de uma taxa de 42,7 em cada mil nascidos vivos, o estado passa para 9,8 em cada mil nascidos vivos.

História
No século XVIII, em razão do crescente interesse português pela Amazônia, intensificam-se os esforços de reconhecimento e ocupação da extensa área ao longo do rio Branco. Em 1752 inicia-se a construção do Forte de São Joaquim, origem da futura capital de Roraima, Boa Vista.

Durante o Império, no século XIX, Roraima permanece integrado à província do Amazonas, com população pequena e economia estagnada, baseada em fazendas de gado. No início da República, em 1904, a porção mais oriental de Roraima é alvo de disputa fronteiriça com a Guiana, então colônia do Reino Unido: a Questão do Pirara, arbitrada pelo rei da Itália, Vittorio Emanuele III. O trecho é dividido entre os dois países, ficando a maior parte com a Guiana. Em 1943, a área é separada do estado do Amazonas e transformada em território federal do Rio Branco. A decisão visa a impulsionar o desenvolvimento local e a garantir mais segurança para a região, considerada estratégica. Em 1962, o território passa a se chamar Roraima. Os recursos e os incentivos dos governos militares nos anos 1960 e 1970 melhoram a infra-estrutura e atraem empresários e trabalhadores para a região. Desenvolvem-se a criação de gado de corte e a extração de madeira. Em conseqüência, ocorre acelerado crescimento populacional. Em 1988, Roraima torna-se estado.

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