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JANAÚBA (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE JANAÚBA


População 2013: 67.810
Área da unidade territorial (Km²): 2.181,315
Densidade demográfica (hab/Km²): 30,63
Gentílico: Janaubense

Histórico
Os primeiros habitantes da região do Vale do Gorutuba constituíam-se de uma mistura de índios Tapuias; mescla de um povo Cafuso ou Caburé, e quilombos negros. Pode-se considerar que eram fugitivos das senzalas da antiga Vila de Nossa Senhora da Soledade de São José do Gorutuba, onde havia grande escravatura, e/ou dos engenhos situados na recém emancipada cidade de Pai-Pedro. No entanto isso é improvável, dada a proximidade daquele antigo Vilarejo.

Segundo a tradição, a geografia da região guarda nomes de povoados como ″Mucambo″ tipo de habitação introduzida pelos negros cujo agrupamento tornou também a denominação de ″Quilombo″.

Este povo fincou moradia nas proximidades do Vale do Gorutuba. Conta-se que neste rio existia muitos sapos conhecidos como Kuruatuba — sapo grande ou sapo Kururu, dando origem a denominação do rio e do povo que vivia — Gorutubanos.

O rio era garantia de sobrevivência daquela gente fornecendo-lhes traíras, curumatãns, piaus, pirambelas etc...

Os Gorutubanos viviam dos produtos da terra. Dedicavam-se principalmente ao plantio do algodão e de porcos.

O regime pastoril foi grande favor de civilização de expansão geográfica e de posse definitiva da terra.

Nas estradas por onde os bois varavam os sertões, as pousadas mediam-se pela distância das aguadas, geralmente um dia de viagem, variando conforme bebedouros espalhados ao longo dos caminhos das matas e serras.

Nas constantes andanças, as rancharias, os bebedouros, eram o ponto de encontro e descanso dos boiadeiros dando origem a povoados e pequenos comércios, Janaúba era um desses pontos. Ambos, contribuíram assim para lançar os alicerces de Janaúba. O tropeiro com sua tropa formada de burros e cavalos levava as gibóias (toucinho salgado enrolado em mantas) guardadas nos jacás de talas ou nas bruacas de couro. Levavam com algodão para vender em Januária, cidade localizada às margens do São Francisco, cerca de 32 léguas distantes de Janaúba. Faziam comércio com Riacho dos Machados e de lá traziam os gêneros de primeira necessidade.

Contam os mais velhos, que em 1872, vindo do Sul da Bahia, chegava ao local Francisco Barbosa com sua família, esposa e dois filhos. Fundou uma fazenda nas terras da ″Caatinga Velha″, perto da Gameleira construiu sua casa, surgindo desse fato o nome do nascente povoado. Por isso é considerado o primeiro habitante do lugar. Mais tarde chegaram Antônio Catulé, Américo Soares de Oliveira, Santos Mendes, Mozart Mendes que se estabeleceram nas imediações do recém povoado. Montaram fazenda e fizeram comércio.

Conta-se que o fazendeiro Santos Mendes fez a doação de terras necessárias à formação do povoado; terras localizadas no município de Brejo das Almas, hoje Francisco Sá.

O então prefeito do município de Brejo das Almas, Sr.Bawde, mandou que se traçasse uma praça com quatro inícios de arruamento, dando princípio de urbanização ao novo núcleo, que veio a chamar-se mais tarde ″Gameleira″.

O município escreve sua história. Rodaram os anos, o arraial recebia gente nova que ia se misturando com os Gorutubanos para formar os princípios de uma sociedade rural, afeita ao trabalho sem preconceitos desagregantes. Em 1922, antiga Gameleira deixou de pertencer ao município de Brejo das Almas hoje, Francisco Sá.

As notícias espalhadas trouxeram vários outros aventureiros. Antônio Casemiro Sobrinho era um deles, falecido em 1944, foi fundador de uma fazenda perto da Gameleira, que mais tarde serviram como escritório e armazém do acampamento de obras da estrada de ferro.

Em 1943 veio a estrada de ferro impulsionou a urbanização do povoado e a opulenta Gameleira foi derrubada, jogando por terra quem a criou, deu nome e vida ao povoado.

Em setembro de 1926, o Dr Francisco Sá, então ministro da viação e obras públicas, fazia correr o primeiro trem para Montes Claros. Começou a se cuidar então ao prolongamento já planejado da linha, para entrosá-la na Rede Leste Brasileiro, em Contendas na Bahia. Com este propósito constituiu-se a comissão de construção, a cargo do engenheiro Demóstemes Rockert e Oton de Souza.

Os trabalhadores estiveram parados até 11 de novembro de 1941, quando recomeçaram na direção de Gameleira para concluírem esta etapa em 1947, trecho que foi oficialmente inaugurado.

No largo da Estação surgiu um pequeno comércio e até mesmo a hospedaria, pomposamente denominado ″Hotel Central″ de propriedade do Sr Clementino, teria sido o primeiro estabelecimento da espécie em Gameleira. Não tardou muito, encheu-se de casas o espaço vazio entre o primitivo núcleo e a ferrovia

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Janaúba, pela Lei Estadual nº 1058, de 31-12-1943, subordinado ao município de Francisco Sá.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Janaúba, figura no município de Francisco Sá.

Elevado à categoria de município com a denominação de Janaúba, pela Lei nº 336, de 27-12-1948, desmembrado de Francisco Sá. Sede no atual distrito de Janaúba ex-povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1949.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-XII-1968.

Pela Lei Estadual nº 6769, de 13-05-1976, foram criados os distritos de Barreiro da Raiz e Quem-Quem e anexados ao município de Janaúba.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede.

Pela Lei Estadual nº 8285, de 08-10-1982, foram criados os distritos de Barreiros do Rio Verde (ex-povoado) e Vila Nova dos Poções ex-povoado e anexado ao município de Janaúba.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1983, o município é constituído de 5 distritos: Janaúba, Barreiro da Raiz, Barreiro do Rio Verde, Quem-Quem e Vila Nova dos Poções.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993.

Pela Lei Estadual nº 12030, de 21-12-1995, é extinto o distrito de Barreiro do Rio Verde, passando sua área a fazer parte do novo município de Verdelândia.

Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Janaúba, Barreiro da Raiz, Quem-Quem e Vila Nova das Poções.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: www.janauba.mg.gov.br
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JANUÁRIA (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE JANUÁRIA


População 2013: 66.100
Área da unidade territorial (Km²): 6.661,653
Densidade demográfica (hab/Km²): 9,83
Gentílico: Januarense

História
Antes que a expansão paulista, na época do ouro, se conjugasse baiana e pernambucana, já os obscuros criadores de gado do leste superior e do nordeste, na sua marcha lenta mas incontida, plantavam currais no vale do São Francisco mineiro e de seus numerosos afluentes. O "rush" da mineração, quando vagas humanas de várias procedências convergiram para as Minas Gerais, apressou, incontestàvelmente, a ocupação do interior.

Longa é a lista das bandeiras e entradas que devassaram a região.

Fugindo à ação da justiça real, Borba Gato, após o atentado em que perdeu a vida o fidalgo espanhol D. Rodrigo de Castelo Branco, atinge, nas suas correrias pelos sertões, a região são­franciscana. Algumas de suas pousadas transformam-se, com o tempo, em núcleos de futuras cidades. Em seguida ao descobrimento das terras de São Simão, o bandeirante chega, com os seus homens, ao atual Brejo do Amparo, fundando uma aldeia no sítio onde hoje se ergue a igreja de Nossa Senhora do Amparo.

Vencida a tenaz resistência dos índios Caiapós, o povoado, que mais tarde foi denominado São João das Missões, transferiu-se, com o correr dos anos, para a beira do São Francisco. Assim, aos poucos, surgiu Januária.

Reza a história que, do casamento da índia Catarina com um dos antigos expedicionários, teriam surgido as primeiras famílias da região.

Pretende-se que a denominação do Município tenha representado, na época, homenagem à princesa imperial D. Januária, à maneira do que se verificou com outras localidades mineiras: Mariana e Leopoldina. Entretanto, a tradição popular liga a origem do topônimo ao nome de uma preta velha residente à beira-rio e por todos respeitada. O fato é que, quando o local em que ela residia ainda se chamava Pôrto do Salgado e o Brejo do Amparo era a sede do Município, os negociantes encarregavam-na de cuidar das mercadorias negociadas. Era, então, corrente a expressão: "Vai à casa da Januária", daí, por simplificação, ter-se-ia originado a denominação atual.

A produção da cana-de-açúcar, cereais, algodão e mamona, bem como a existência do pôrto fluvial, determinaram, desde cedo, intensa atividade comercial na região, fator favorável ao desenvolvimento do Município.

A criação do distrito deve-se à Resolução Régia de 2 de janeiro de 1811. O Município foi criado, com sede na povoação de Brejo do Amparo, pela Resolução de 30 de junho de 1833. Segundo outra fonte, o referido Município, instituído em 20 dos mesmos mês e ano, teria por sede, entretanto, o povoado de Pôrto do Salgado.

Por longo tempo o Município teve sua sede constantemente mudada. Assim, a Lei provincial n° 54, de 9 de abril de 1836, localizou-a no povoado de Amparo do Brejo, que, consoante outros dados, teria a designação de Brejo do Salgado, ou ainda arraial de Nossa Senhora do Amparo do Brejo do Salgado, voltando, em face da Lei provincial n° 279, de 11 de abril de 1845, a situar-se em Pôrto do Salgado. Levada daí para Brejo do Amparo, em virtude da Lei provincial n° 472, de 31 de maio de 1850, retornou a Pôrto do Salgado, em razão da de n° 654, de 17 de junho de 1853.

Formação Administrativa
A Lei provincial n° 1 093, de 7 de outubro de 1860, concedeu foros de cidade à sede do Município, a qual, pelo disposto na Lei provincial n° 1 814, de 30 de setembro de 1871, novamente voltou a situar-se em Brejo do Amparo.

Todavia, o Município que, por efeito da Lei provincial n.° 3.194, de 13 de setembro de 1884, passou a chamar-se Januária, teve sua sede revertida a pôrto do Salgado, em cumprimento à de n° 3.297, de 27 de agôsto de 1885.

A Lei n° 2, de 14 de setembro de 1891, manteve o distrito de Januária.

Segundo a divisão administrativa do País, vigente a 1.° de janeiro de 1958, o Município é composto de 8 distritos: Januária, Brejo do Amparo, Cônego Marinho, Itacarambi, Levinópolis, Missões, Pedras de Maria da Cruz e Riacho da Cruz.

Fonte: IBGE
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JACUTINGA (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE JACUTINGA


População 2013: 22.910
Área da unidade territorial (Km²): 347,750
Densidade demográfica (hab/Km²): 65,48
Gentílico: Jacutinguense

Histórico
Já vão longe os tempos em que o capitão português Antonio Correia de Abranches Bizarro, natural de Sabugosa, participando do desbravamento de Jacutinga, tomou posse de terras em diversos pontos de nosso território, na divisa com Ouro Fino. Aliás, menciona-se que, bem antes da abertura de picadas, o povoamento já se iniciara pela vias naturais, os rios, sobretudo o rio Mogi, denominado na região Mogi Abaixo. Tambémo ribeirão de São Paulo (ao norte) e o rio Eleutério (ao sul) contribuíram para isso.

Relata-se que, por volta de 1.805, o povoamento já atingira as margens do Eleutério. Em 1.803, pelo que se diz, já havia moradores no Sitio Forquilha.

Entre os antigos povoadores de Jacutinga é citado Antonio Pessoa de Lemos, natural de Sabará, estabelecido com fazenda na barra do Ribeirão de São Paulo. Suas terras, englobavam a área onde hoje se situa Jacutinga. Ao falecer, a 12 de agosto de 1.811, deixou testamento e foi sepultado na Matriz de Ouro Fino.

Em razão de permuta feita por seus herdeiros, a fazenda passou a pertencer ao capitão Antonio Correia de Abranches Bizarro, que aumentou com posses feitas nos morros da Capetinga e da Baleia.

Depois, em 18 de agosto de 1.817, a propriedade foi vendida, através de escritura particular lavrada na barra do São Pedro, a José Francisco Fernandes, que viera de Pouso Alegre com sua família. Revela Orville Derby que o capitão Abranches Bizarro também tomou posse de terras na paragen denominada Poço Fundo, terras que vendeu a 16 de março de 1.826.

De acordo com a tradição, o mais antigo proprietário da fazenda do Poço Fundo foi o Cel. Emídio de Paiva Bueno, sendo admissível que a tenha adquirido do capitão Bizarro na data mencionada.

Mudou-se para a propriedade, tendo, segundo Orville Derby, exercido influência nas questões de limites que se seguiram. Com o passar do tempo, aumentando a população do bairro Mogi Abaixo, tornou-se necessário erigir uma capela, soba invocação de Santo Antonio. Encaminhou-se uma representação nesse sentido à Cúria Diocesana de São Paulo, representação encabeçada por José Francisco Fernandes. O bispo diocesano, Dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade, autorizou a ereção da capela. Entretanto, talvez devido a uma demanda entre José Francisco Fernandes e Manuel Carlos da Motta Bastos, seguida do falecimento do primeiro, a 21 de junho de 1.841, e de sua mulher, dona Joaquina Esmérica Ribeiro, a 3 de maio de 1.845, nada se fez ao longo de dez anos. Mas José Francisco Fernandes e sua mulher deixaram terras doadas para o patrimônio da capela. A localidade junto à qual se ergueria esta tomaria o nome de Ribeirão de Jacutinga.

Em agosto de 1.845 estava a capela edificada, tendo como zelador o capitão Emídio de Paiva Bueno. Jacutinga foi elevada a freguesia em 1.871, e, a vila e município em1901

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Jacutinga, pela Lei Provincial nº 1786, de 22-09-1871, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Ouro Fino.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Jacutinga, pela Lei Estadual nº 319, de 16-09-1901, desmembrado de Ouro Fino. Sede na antiga povoação de Jacutinga. Constituído do distrito sede. Instalado em 02-01-1902.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Jacutinga, pela Lei Estadual nº 663, de 18-09-1915.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de I-IX-1920, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Jacutinga e Albertina.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.

Pela Lei nº 1039, de 12-12-1953, foram criados os distritos de São Sebastião dos Robertos e Sapucaí e anexados ao município de Jacutinga.

Em divisão territorial datada de I-VII-1955, o município é constituído de 4 distritos: Jacutinga, Albertina, São Sebastião dos Robertos e Sapucaí.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela Lei Estadual nº 2764, de 30-12-1962, desmembra do município de Jacutinga o distrito de Albertina. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 3 distritos: Jacutinga, São Sebastião dos Robertos e Sapucaí.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: www.citybrazil.com.br
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JAÍBA (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE JAÍBA


População 2013: 33.690
Área da unidade territorial (Km²): 2.626,326
Densidade demográfica (hab/Km²): 12,79
Gentílico: Jaibense

Histórico
A região onde hoje se assenta o município era chamada de Mata do Jaíba.

A Colônia, ou o projeto de Colonização, teve seu início em 1949, quando ocorreram os primeiros assentamentos de colonos na região de Gado Bravo, na margem esquerda do Rio Verde Grande. Nessa ocasião foi lançado o Projeto Jaíba, projeto de irrigação, localizado no município de Jaíba, com água captada do Rio São Francisco, em sua margem direita.

No período de 1967 a 1976 houve grande avanço nas atividades econômicas do Projeto, que ocasionou o surgimento do Povoado de Novo Horizonte, na margem direita do Rio Verde Grande, município de Monte Azul.

Formação Administrativa
O povoado cresceu rapidamente e foi transformado em distrito, através da Lei nº 6.769, de 13/05/1976, com o nome de Otinolândia.

Em setembro de 1991 foi criado o Distrito de Jaibênia.

A Lei nº 10.704 criou o município de Jaíba.

Fonte: IBGE
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ITUIUTABA (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE ITUIUTABA


População 2013: 102.170
Área da unidade territorial (Km²): 2.598,046
Densidade demográfica (hab/Km²): 37,40
Gentílico:  ituiutabano

História
As paragens que hoje constituem o Município de Ituiutaba eram, primitivamente, habitadas por ameríndios do grupo Gê - os caiapós.

Segundo Alexandre Barbosa, uma das tribos que marcaram sua presença foi a dos panariás. Conforme assinala o historiador Edelweiss Teixeira deixaram os panariás vestígios abundantes às margens dos rios Tijuco e Prata. Além de igaçabas fez-se lembrada na toponímia regional: I - rio, TUIU ­barrento; TABA - povoação, cidade.

Entre os indígenas e o branco invasor não ocorreu, praticamente, luta pois, tão logo verificaram aqueles a superioridade de armas dos desbravadores ou se submeteram, agrupando-se na aldeia de São Francisco de Sales, ou se deslocaram para Goiás e Mato Grosso.

Os rios Prata e Tijuco, especialmente o primeiro, constituíram as principais artérias de penetração na zona de Ituiutaba. Homens de espírito forte afeiçoados à aventura, os povoadores iam sertão à fora, tomando posse de grandes extensões de território. Ainda segundo Edelweiss Teixeira, partiram do Desemboque várias expedições, com objetivo de desbravar o sertão entre os rios Grande e Paranaíba. A de 1807, na qual tomaram parte Januário Luiz da Silva, Pedro Gonçalves da Silva, José Gonçalves Heleno, Manuel Francisco, Manuel Bernardes Ferreira e outros, resultou no aparecimento de diversas cidades ora existentes. Após a bandeira de 1810, do Sargento-mor Eustáquio (depois Major), no ano seguinte outra se embrenhou na região margeando o Rio Grande, chefiada pelo sertanista João Batista Siqueira e pelo capelão Pe. Cláudio José da Cunha. Em 1812, o Major Eustáquio fez nova entrada, levando como capelão Pe. Hermógenes Cassimiro de Araújo Brunswick, que se tornaria um dos vultos mais destacados da região. Após essas investidas, constatando a transmigração dos caiapós para as margens do rio Grande e lado goiano do Paranaíba, a onda civilizadora avançou, pontilhando com sesmarias o território triangulino.

Nos limites de Ituiutaba e Prata, na foz do Douradinho e daí, rio abaixo, passando pelo Salto do Prata, Aldeia Velha até o córrego São Vicente, encontrava-se o primeiro núcleo de povoamento do atual Município, conforme cartas de sesmarias nos códices do Arquivo Público Mineiro. Em 1830, teria chegado a Ituiutaba o Pe. Antônio Dias de Gouveia, adquirindo, inicialmente, a sesmaria das Três Barras, as margens do Tijuco, e posteriormente diversas outras propriedades. Sua vida foi das mais agitadas, sendo apontado como fundador das cidades de Prata e Ituiutaba. Nesta, após a doação do patrimônio feita por Joaquim Antônio de Morais e José da Silva Ramos, o Pe. Gouveia conclamou os fazendeiros da redondeza para levarem avante o objetivo dos doadores. Em 1832, teria surgido a capela e um ano depois chegava o primeiro capelão Pe. Francisco de Sales Souza Fleury. 0 primeiro juiz de paz foi eleito em 1836.

As habitações surgiram em torno da capela. Esta, assim como o casario, ficava numa parte baixa, às margens do córrego Sujo. Mais tarde, por vontade popular, erigiu-se novo templo cuja conclusão se deu em 1839. A primeira residência edificada no "Largo da Capela" parece ter sido a do fazendeiro Antônio Inácio Franco.

Em 1839, era criada a paróquia de São José do Tijuco, compreendendo os curatos do Carmo, de Morrinhos da Prata e de São Francisco das Chagas de Monte Alegre. Tornada sem efeito sua criação, apenas em 7 de novembro de 1866 o povo tijucano viu surgir a freguesia de São José do Tijuco. desmembrada da de Nossa Senhora do Carmo do Prata.

No local da capela edificada em 1839, José Martins Ferreira e José Flausino Ribeiro, a frente da população de São José do Tijuco, construíram a Matriz, concluída em 1862.

Com a chegada do vigário, Pe. Ângelo Tardio Bruno, nomeado por provisão de 1883, o povoado tomou novo impulso e vários melhoramentos foram conseguidos: escola aberta e dirigida pelo vigário banda de música com oito figuras, organizada em 1886 por Francisco Vieira do Nascimento; Lira Congressista, com 20 integrantes, fundada em 1899 por Coleto de Paula; Clube Republicano de São José do Tijuco, cuja instalação, em 1887, repercutiu até no Rio de Janeiro; o Jornal Vila Platina, criado em 1910 e muitos outros.

No decorrer dos tempos, Ituiutaba cresceu, tornando-se centro econômico de uma área rica e bastante desenvolvida.

Formação Administrativa Com sede na antiga povoação de São José do Tijuco, foi criado o distrito desse nome pela Lei provincial n.º 138, de 3 de abril de 1839, confirmada pela Lei estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891.

Em 16 de setembro de 1901 a Lei estadual numero 319 instituiu, com território desmembrado do Município de Prata e sede na povoação de São José do Tijuco, o Município de Vila Platina, cuja instalação ocorreu a 2 de janeiro de 1902. Este, na divisão administrativa de 1911, compunha-se de um só distrito, de igual denominação.

Pela Lei estadual nº 663, de 18 de setembro de 1915, a sede de Vila Platina recebeu foros de cidade, passando a chamar-se Ituiutaba, tal como o distrito e o Município.

Nos quadros de apuração do Recenseamento de 1920, figurava ainda um só distrito. Em virtude porém, da Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, o Município passou a abranger o distrito de Santa Vitória, criado com território desmembrado do de Ituiutaba, assim permanecendo até 1943.

Segundo o Decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, que estabeleceu a divisão territorial em vigência no quinqüênio 1944-48, criaram-se os distritos de Capinópolis, com parte do território do distrito de Ituiutaba, e o de Gurinhatã, terras desmembradas daquele e do de Santa Vitória. Conseqüentemente, na mencionada divisão territorial, o Município compreendia os 4 distritos de Ituiutaba, Capinópolis, Gurinhatã e Santa Vitória.

Pela Lei nº 336, de 27-12-1948, perdeu este último distrito, elevado a Município. Em 11 de dezembro de 1953, a Lei estadual nº 1.039 criou o distrito de Ipiaçu, por desmembramento do distrito-sede de Ituiutaba, e emancipou o de Capinópolis.

Por ocasião do Censo de 1960 havia três distritos: Ituiutaba-sede, Gurinhatã e Ipiaçu. Estes últimos passaram a categoria de município em 30 de dezembro de 1962, por força de Lei estadual nº 2.746, voltando Ituiutaba a constituir-se de um só distrito.

Nos quadros de divisão territorial datados de 1936 e 1937, bem como no anexo ao Decreto-lei estadual nº 88, de 30 de março de 1938, Ituiutaba era termo judiciário único da Comarca de igual nome. Dá-se o mesmo nas divisões vigentes nos quinqüênios 1939-43 e 1944-48 fixadas, respectivamente, pelos decretos-leis estaduais nº 148, de 17 de dezembro de 1938 e 1.058, de 31 de dezembro de 1943.

É atualmente sede de Comarca de 3ª entrância, com jurisdição sobre os municípios de Cachoeira Dourada, Capinópolis, Ipiaçu, Santa Vitória e Gurinhatã.

Fonte: IBGE
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ITURAMA (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE ITURAMA

População 2013: 35.200
Área da unidade territorial (Km²): 1.404,664
Densidade demográfica (hab/Km²): 24,53
Gentílico: Ituramense

 Há hoje vária traduções para o nome de Iturama. Alguns acham que o nome significa "Cidade das Cachoeiras", outros garantem que é "Região dos Cachoeiras". Mas quem explica realmente o significado da palavra é seu criador, José Carvalho, descendente de bugre (índio), como ele mesmo cona: "I" diz ele - é água, "TU" tombo, queda, e "RAMA" - latada; muitas; várias. Ou seja, existiam muitas Cachoeiras na Região e o nome se adaptou imediatamente a esta realidade.

Os primeiros habitantes na REgião onde está situado o Município do Iturama foram os índios Caiapós, nas proximidades da Cachoeira dos Índio, a 20 Km da Sede do Município, onde atualmente funciona a Usina Hidroelétrica de Água Vermelha. O local onde os indígenas fizeram seu aldeamneto, no passado era denominado "Aldeia dos Índios", desapareceu com barragem feita pela CESP. O povoamento foi desenvolvido paulatinamente, com origem desconhecida, permanecendo anônimos, mesmo esquecidos, os primeiros desbravadores.

Nos fins do século passado vivia aqui Dona Francisca Justiniana de Andrade, viúva de Antonio Paula Diniz. Dona Francisca possuidora de enorme latifúndio, cuja sede denominava-se Fazenda Santa Rosa, planejou formarum povoado, conferindo para isso uma escritura de doaçãode um 189 alqueires da terra, à Diocese de Uberaba, em honra ao Sagrado Coração de Jesus. Essa escritura foi em São Francisco de Sales, em 24 de março de 1897.

Em 1905 construiu-se a almejada Capela por iniciativa do Senhor Laudemiro da Silva Rosa.

Iniciou-se a venda da área a terceiros e foram surgindo se primeiras casa, resultando um povoado que recebeu o nome de Santa Rosa, em homenagem a Dona Francisca; cuja Fazenda-Sede de sua propriedade levava este nome.

A Igreja que é hoje a atual matriz, na Praça Santa Rosa, foi mandada construir por Dona Maria Petronília de Freitas e seu marido senhor Odilon Antonio de Freitas, no ano de 1931. Também o primeiro cemitério de tijolos foi construído em 1931, por Arthur Peaguda da Loma. O povoado pertencia ao Município de Frutal.

O senhor Odilon Antonio de Freitas, vindo de Campina Verde, trabalhou incansávelmete e conseguiu que o povoado fosse elevado a Distrito, conforme decreto nº 148 de 17 de dezembro de 1938, criou-se o Distrito de Santa Rosa, passando a pertencer ao Município de Campina Verde e foi instalado em 1º de agosto de 1939, sendo o primeiro oficial de registro o Sr. Filadelfo Rodrigues de Lima. O primeiro médico aresidir no Distrito foi Dr. Luiz Altafim Neto. O Distrito de Santa Rosa passou a chamar-se Camélia em 31 de dezembro de 1943.

Em 1948 iniciou-se uma campanha com uma comissão objetivando a emancipação do Distrito de Camélia, para elevá-lo a município de Ituarama. Membros dessa comissa foram diversas vezes a Belo Horizonte, afim de acompanhar de perto o processo de emancipação levando em mãos aos membros da comissão Estadual os documentos complementares. Acompanhou o processo o causídio Dr. Tomáz neves.

No dia 1º de janeiro de 1949, em Sessão Solene, presidida pelo primeiro Juiz de Paz do município, Sr. Palmério Ursedo de Queiroz, instalou-se o município de Iturama.

Foi nomeado pelo Governo do Estado para intendente o Sr. Heliodoro Gonçalves da Maia, que instalou a prefeitura em 22 de março de 1949.

Fonte: IBGE
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ITAJUBÁ (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE ITAJUBÁ


População 2013:  92.600
Área da unidade territorial (Km²): 294,835
Densidade demográfica (hab/Km²): 307,49
Gentílico: Itajubense

História
Anchieta Couto de Magalhães e Moreira Pinto explicam que o vocábulo "Itajubá, significa pedra amarela", isto é, ouro, ou então, "Itajubá" - madeira da localidade, de cor amarelo vivo; entretanto, tem­se como versão exata a dos historiadores Geraldino Campista e J. Armelim Bernardo Guimarães, que entendem que a palavra quer dizer: "cachoeira", "cascata", "rio das pedras".

Itajubá foi o terceiro topônimo dado à localidade. De início denominou-se Boa Vista e depois, com a construção do primeiro templo, chamou-se Capela Nova.

Em fins do século XVII o Padre João de Faria, seu cunhado Antônio Gonçalves Viana e outros bandeirantes, sob o comando de Borba Gato, encontraram ricas zonas de garimpagem na legendária Mantiqueira, na área em que mais tarde se constituiria o Itajubá Velho, ou seja, o atual Município de Delfim Moreira. Em 1740, novos descobridores foram atingindo a localidade aí erguendo suas casas e, em 1752, uma igreja, cuja construção foi requerida pelo Capitão Manuel Corrêa da Fonseca, natural de Portugal. Em torno da igreja formou-se o arraial ao qual se chamou "Descoberto", e que foi logo transformado em vila e denominado "Soledade de Itajubá".

Ao tempo em que era vigário colado o padre Lourenço da Costa Moreira, o povoado já não se apresentava aos olhos dos garimpeiros como zona rica. Abandonado pelos descobridores que desceram o Sapucaí e instalaram-se cinco léguas abaixo, passou a ser conhecido como Itajubá Velho.

Em 19 de março de 1819, ocorria a fundação de Itajubá, então chamada Boa Vista, quando o padre Lourenço da Costa Moreira - que também abandonara Itajubá Velho - celebrou a primeira missa, numa capela tosca, coberta de sapé. A nova povoação da Boa Vista prosperou rapidamente, sempre atraindo os habitantes da antiga localidade. Concluído o templo, entendeu o povo de buscar em Soledade de Itajubá a tradicional imagem de Nossa Senhora da Soledade. A procissão, que partiu de Boa Vista, foi recebida hostilmente em Itajubá Velho, ficando o lugar da refrega conhecido pelo nome de "Encontro". Os habitantes de Boa Vista de Itajubá obtiveram outra imagem de Nossa Senhora da Soledade e a entronizaram festivamente.

O Município tem seu nome ligado a alguns dos mais importantes fatos da nossa História, como a Inconfidência Mineira, a Guerra do Paraguai, a I e a II guerras mundiais e principalmente a Abolição, quando por um acordo entre si, os senhores do Município, antes da sanção do Decreto, concederam liberdade aos seus cativos, apoiando a ação dos que lutavam com essa finalidade. O acontecimento mereceu louvores nos meios abolicionistas e José do Patrocínio denominou Itajubá a "Cidade da Luz".

Formação Administrativa e Judiciária EM 18 de setembro de 1753, o arraial denominado Soledade de Itajubá foi elevado à categoria de curato. Esse curato passou a .ser conhecido como Itajubá Velho, em conseqüência do surgimento de um novo núcleo populacional, perto de Boa Vista, ao qual todos passaram a chamar de Itajubá.

Formação Administrativa
Em 14 de julho de 1832, Decreto imperial criou a freguesia de Boa Vista de Itajubá. Em virtude de sua franca prosperidade, seu território foi desmembrado do de Campanha, por força da Lei nº 355, de 27 de setembro de 1848, recebendo foros de vila e de cabeça do Município. A instalação ocorreu em 27 de junho de 1849.

Com o sancionamento da Lei provincial número 1.149, de 4 de outubro de 1862, a sede municipal foi elevada à categoria de cidade.

Refere-se à criação do distrito-sede a Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1892.

Na Divisão Administrativa de 1911 e nos quadros da apuração do Recenseamento Geral de 1920 o Município se denominava simplesmente Itajubá e se dividia em 3 distritos: Itajubá, Soledade de Itajubá e Piranguçu. Essa composição distrital se manteve até 1938, quando, por força do Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro, que fixou o quadro territorial do Estado para vigorar no qüinqüênio 1939-1943,

o Município de Itajubá perdeu o distrito de Delfim Moreira (ex-Soledade de Itajubá), incluído no Município de mesmo nome. Dessa forma Itajubá figurou apenas com o distrito-sede de Piranguçu.

De acordo com o quadro da divisão territorial judiciário-administrativa do Estado, fixado pelo Decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, para vigorar no qüinqüênio 1944-1948, compunha-se de 3 distritos; Itajubá, Bicas do Meio c Piranguçu.

Constituído dos distritos de Itajubá, Bicas do Meio, Lourenço Velho e Piranguçu nos quadros fixados pelas leis números 336, de 27 de dezembro de 1948 e 1.039, de 12 de dezembro de 1953, para vigorar nos períodos do 1949-1953, 1954-1958, respectivamente, assim permaneceu na Divisão Territorial de 1960.

Por força da Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, os distritos de Piranguçu e Bicas do Meio foram desmembrados para a constituição dos municípios de Piranguçu e Wenceslau Braz, respectivamente. Em conseqüência, Itajubá passou a figurar com dois distritos: o da Sede e o de Lourenço Velho, situação que ainda permanece.

Itajubá é sede de Comarca da 3.ª entrância. Sua jurisdição se estende aos municípios de Delfim Moreira, Marmelópolis, Piranguçu e Wenceslau Braz.

Fonte: IBGE
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ITABIRA (MINAS GERAIS), HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE ITABIRA


População 2013: 112.700
Área da unidade territorial (Km²): 1.253,702
Densidade demográfica (hab/Km²): 87,57
Gentílico: Itabirano

"Em 1698, as Minas Gerais (sic) as do Ouro Preto, as do Morro, as do Ouro Branco, as de São Bartolomeu, Ribeirão do Carmo, Itacolomi, Itatiaia, Itabira...", escreve Rocha Pita, em sua História da América Portuguesa, citada por Francisco Inácio Ferreira, em seu Dicionário Geográfico das Minas do Brasil, edição de 1885.

Mas a tradição local indica o ano de 1720 como sendo o marco histórico de Itabira, com a chegada dos irmãos Faria de Albernaz (Francisco e Salvador). Os dois aventureiros, bandeirantes paulistas, mineravam em Itambé, quando avistaram um pico, ao longe, e seguindo em sua direção chegaram à serra a que chamaram Cauê (palavra dialetal africana que significa irmãos). Exploraram os córregos recolhendo ouro, sem que se saiba, contudo, por quanto tempo. Certo é, porém, que verificando a abundância do metal precioso, transferiram para o local seus escravos e colonos.

Dentro em pouco, a fama da abundância de ouro atraía outras famílias, acompanhadas de seus escravos, movidas pela ambição de enriquecer. Dedicados à mineração, no âmago de uma região de densas matas, viviam essas famílias isoladas, formando pequenos núcleos esparsos pelas margens dos córregos.

Nomes que a história guardou: João Pereira da Silva, ali chegado em 6 de junho de 1737, Antônio Pereira da Silva, em 20 de setembro de 1739, Antônio Lopes, Padre Manoel do Rosário e João Ferreira Ramos, em 27 de abril de 1764. Pouco tempo depois, acorriam Francisco da Costa Lage e Francisco de Paula Andrade. Antigo documento atribui à senhora Maria do Couto, a primazia do elemento feminino em penetrar na zona aurífera de Itabira do Mato Dentro.

Essas famílias assumiram a posição de orientadoras da população, agora unificada, mas ainda em sobressalto com a presença de índios e malfeitores que de tempos em tempos atacavam o povoado. Esta situação teve fim com a chegada de um destacamento policial, chefiado pelo Capitão Francisco Procópio de Alvarenga Monteiro, que implantou ordem e tranqüilidade.

A povoação cresceu tanto que em 1827 foi elevada à categoria de arraial, pertencente à Vila Nova da Rainha (Caeté).

A indústria do ouro foi escasseando, mas o povoado não decaiu, e eis que os moradores passaram a dedicar-se à fundição de ferro, metal muito mais abundante que o ouro. E as forjas se foram erguendo em vários pontos, dando novo aspecto ao arraial.

No início do século XIX, Itabira já se tornara conhecida pela cultura e bom gosto de seus filhos, por seus majestosos solares, riqueza e prosperidade.

Curiosidade Histórica
Comprovando a existência de índios na região, no Município de Itabira foram encontrados restos de seus utensílios, armas e objetos de cerâmica, machados de pedra, clavas etc. Entre os exemplares de cerâmica, no distrito de Ipoema descobriram-se as conhecidas e originais "panelas de bugre". No distrito de Senhora do Carmo, no local denominado Conquista, existe uma pedra, conhecida pela designação de Lapa, em que se vêem desenhos indígenas.

Formação Administrativa
O Distrito foi criado por Alvará de 25 de janeiro de 1827. O Município de Itabira do Mato Dentro com território desmembrado do de Caeté e sede no povoado de igual nome, criou-o a Resolução de 30 de junho de 1833. A instalação verificou-se a 7 de outubro do mesmo ano. Lei provincial nº 374, de 9 de outubro de 1848, concedeu foros de cidade à sede municipal.

A Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, manteve o distrito-sede do Município. Na Divisão Administrativa de 1911, figurava o Município sob a designação de Itabira, apenas, formado pelos 5 distritos: Itabira, São José da Lagoa, Santa Maria, Carmo de Itabira e Aliança.

Segundo Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923 o Município permanecia com 5 distritos de Itabira, Aliança, Nossa Senhora do Carmo (ex-Carmo de Itabira), Santa Maria e São José da Lagoa.

Em cumprimento do Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, o Município perdeu para o de Presidente Vargas, recém-criado, o distrito do mesmo nome (ex-São José da Lagoa), conservando os 4 distritos de Itabira, Aliança, Santa Maria de Itabira (ex-Santa Maria) e Senhora do Carmo (ex-Nossa Senhora do Carmo).

A 13 de junho de 1942, sem a então necessária autorização prévia do Governo Federal, ato do Governo do Estado mudava a denominação do Município de Itabira para a de Presidente Vargas, passando o município desse nome a chamar-se Nova Era. Tais alterações só se concretizaram através do Decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, aparecendo o Município com 3 distritos: Presidente Vargas (ex-Itabira), Ipoema (ex-Aliança) e Senhora do Carmo (ex-Nossa Senhora do Carmo). Pelo mesmo Decreto, era emancipado o Distrito de Santa Maria de Itabira.

Em virtude do Decreto nº 2.430, de 5 de março de 1947, o Município retomou a antiga denominação de Itabira. Constituído dos distritos de Itabira, Ipoema e Senhora do Carmo, assim permanece até a presente data.

A Comarca de Rio Piracicaba foi instituída pela Lei provincial nº 171, de 23 de março de 1840, e recebeu a designação de Itabira, por força da Lei estadual nº 11, de 13 de novembro de 1891. É atualmente de 3ª entrância e abrange os municípios de Santa Maria de Itabira, Passabém e Itambé do Mato Dentro.

Fonte: IBGE

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INHAPIM (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE INHAPIM


População 2012: 24.790
Área da unidade territorial (Km²):  858,023
Densidade demográfica (hab/Km²): 28,31
Gentílico: Inhapinhense

História
O nome do município se deve um abundante pássaro que viveu naquelas redondezas, nos dias de hoje é raro sua existência, mais com algum esforço ainda é encontrado e cujo nome rendeu à cidade sua denominação.

A história de Inhapim tem início em 1811, com a passagem de tropas de transporte de cargas, pois o local era caminho para Degredo de Cuieté. João Caetano, fundador de Caratinga, registra que ?descendo o Rio Caratinga, encontrei a desembocadura de um córrego, que batizei de São Silvestre, por ser dia 31 de dezembro?. A confluência dos dois rios se dá exatamente no centro da cidade.

A fundação de Inhapim se deu em 1865, quando, no decorrer da Guerra do Paraguay, chegou à barra do ribeirão Santo Antônio, Joaquim José Ribeiro que, ao perceber a fertilidade da terra considerou-a propícia para o plantio de café. Com isso deu início às primeiras plantações de café na região, sendo auxiliado nesse mister por familiares e amigos que com ele se estabeleceram. As primeiras safras foram compensadoras e o patriarca, assim como seu amigo José Ribeiro Veloso, decidiu fixar-se no local em definitivo.

Em 1880 Inhapim era um núcleo com população crescente. Destacam-se entre os primeiros moradores Francisco Silva, José Joaquim da Silva Pereira, José Francisco Furtado Torres e Teobaldo José Melo.

O povoado propriamente dito surgiu em 1882, quando os moradores se reuniram e fundaram uma caixa comum, arrecadando duzentos e cinqüenta mil réis em dinheiro, quantia com a qual a adquiriram uma pequena gleba de terra que, acrescida pela doação de 2 ha, feita por Francisco da Silva e Teobaldo José de Melo constituiu o Patrimônio de São Sebastião de Inhapim.

Em 1885 o patrimônio contava com 14 casas, das quais 3 de comércio, 1 farmácia, 1 oficina de funileiro e 1 capela.

A origem do nome da cidade vem do pássaro inhapim (Icterus cayanenis) nativo da região. Inhapim é uma palavra do tupi-guarani que significa ?amanhece? ou ?amanhecer?. A ave pertence à família icteridæ e possui como características mais marcantes a plumagem negra com uma destacada faixa amarela na asa direita. O ornitólogo e pesquisador Ronald Rocha afirma que o pássaro foi assim denominado pelos indígenas da região pela sua marca registrada, de cantar em bandos ao nascer do dia.

Inhapim foi elevado a Distrito de Paz pelo Decreto de 21 de dezembro de 1890:

?com as antigas divisas do distrito policial que hoje são parte desmembrada da freguesia de Entre Folhas e parte da freguesia da Vila do Caratinga, como consta do ato do Presidente da Província, em 1878; e são: as vertentes do São Silvestre, as do Alegre, as de Santo Estevão, passando pela fazenda do Feijoal inclusive, até o Rio Preto e, por este abaixo, até o Bananal, inclusive.

Em 1938, Inhapim deixa de ser distrito de Caratinga e se emancipa. O primeiro prefeito foi Guilhermino de Oliveira.

Ainda em 1938, foi instalado o Cartório de Paz de Inhapim, sendo seu primeiro escrivão Aquiles de Sá Quintela.

O desenvolvimento da cidade se efetivou em etapas bem definidas, com a instalação de agências bancárias que fortaleceram o movimento financeiro, fortalecendo o comércio e gerando o crescimento da população residente.

Sua posição geográfica foi fator determinante para o crescimento registrado a partir das décadas de 40 / 50, e principalmente após a construção da BR116, Rodovia Rio Bahia.

Fonte: Prefeitura Municipal de Inhapim, IBGE.

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IPATINGA - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE IPATINGA (MG)

População 2012: 250.400
Área da unidade territorial (Km²): 164,884
Densidade demográfica (hab/Km²): 1.452,34
Gentílico: Ipatinguense

Histórico
Por volta de 1930, a Estação Ferroviária "Pedra Mole" foi transferida, após sucessivas tentativas de transposição da foz do Ribeirão Ipanema. O trajeto da Ferrovia Vitória-Minas, que margeava o Rio Piracicaba desde 1922, foi, então, alterado para a atual rua Belo Horizonte no Centro da atual cidade.

A exploração do carvão, transportado pela ferrovia para a Belgo-Mineira em Monlevade e Sabará, era a atividade econômica predominante. As ruínas da Estação "Pedra Mole" restam ainda ao pé do bairro Castelo.

A nova estação deu origem a um pequeno povoado, hoje o centro tradicional de Ipatinga que, juntamente com Barra Alegre, foram os primeiros da região.

A antiga denominação de Barra Alegre (Água Limpa), foi repetida na formação da palavra i+pa+tinga que, na lingua tupi, significa "pouso de água limpa".

Formação Administrativa
Povoado elevado à categoria de distrito com a denominação de Ipatinga, pela Lei nº 1039, de 12-12-1953, subordinado ao município de Coronel Fabriciano.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o distrito de Ipatinga, figura no município de Coronel Fabriciano.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação de Ipatinga, pela Lei Estadual nº 2764, de 30-12-1962, desmembrado de Coronel Fabriciano.

Sede no antigo distrito de Ipatinga, ex-povoado.

Constituído de 2 distritos: Ipatinga e Barra Alegre, ambos desmembrados de Coronel Fabriciano. Instalado em 01-03-1963.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Ipatinga e Barra Alegre.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: www.citybrazil.com.br
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IGARAPÉ (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE IGARAPÉ


População 2012: 35.050
Área da unidade territorial (Km²): 110,262
Densidade demográfica (hab/Km²): 316,07
Gentílico: Igarapeense

Histórico
O município de Igarapé localiza-se na região sudeste da Zona Metalúrgica e Campos das Vertentes de Minas Gerais e fica a 35 km da capital (Belo Horizonte). Com área total de 110 km², o município conta, atualmente, com população de mais de 31 mil habitantes.

A história do município de Igarapé está intimamente ligada à história de Minas Gerais. Emancipou-se de Mateus Leme e tornou-se município somente em 1962, sendo a emancipação oficializada no dia primeiro de março de 1963. Seus primórdios remontam ao século XVII, com as entradas e as bandeiras.

No final do século XVII, os bandeirantes paulistas iniciaram o desbravamento do interior do país, descobrindo as primeiras jazidas de ouro, em Minas Gerais. Nesta época, um grande número de pessoas migrou para a nova capitania, com o intuito de enriquecer facilmente através da exploração do ouro, formando os primeiros povoados e vilas.

No entanto, logo que as primeiras minas começaram a funcionar, a população passou por grandes crises de fome, pois suas atividades voltavam-se apenas para a extração de metais e não para a produção de artigos de subsistência. A precariedade da produção de tais mercadorias na área mineradora provocou o crescimento da atividade dos tropeiros, que passaram a abastecer a região tanto com produtos de necessidade básica para a alimentação e para o trabalho, quanto com artigos de luxo procurados pelos novos ricos no auge do Ciclo do Ouro.

Gentílico: Igarapeense

Formação Administrativa
No ano de 1710, inicia-se a formação do povoado primitivo de Igarapé. Com o passar dos anos surge o nome de Pousada dos Tropeiros, pois era rota de passagem dos tropeiros que faziam o intercâmbio entre as áreas produtoras de artigos de subsistência e as zonas de mineração, como o próprio nome do povoado indicava. Há relatos da localidade ter se chamado Lagoa dos Pombos.

Com a decadência da atividade mineradora no final do século XVIII, Minas Gerais tornou-se um importante centro agropecuário do Brasil, superando as antigas áreas de mineração da Província. Nesta época, Igarapé se constituía como um pequeno povoado, conhecido como Barreiro, formado ao redor das fazendas Boa Vista, Duarte e Rego, reminiscências de alguma antiga sesmaria, e assim se manteve até o final do século XIX. Não havia, até então, uma preocuação governamental em habitar a área, uma vez que a atividade de hospedagem aos tropeiros havia se extinguido.

Em 1917, Alexandre Nunes torna-se legítimo dono das terras que ocupava na região, onde é hoje o centro de Igarapé. Ele erigiu, com recursos próprios, uma capela primitiva consagrada a Santo Antônio, o que provocou um aumento significativo de residências ao redor do templo. A proliferação de estabelecimentos comerciais seguiu à afirmação dos moradores no povoado, atendendo as necessidades básicas da região. O desenvolvimento do pequeno povoado proporcionou ao lugarejo uma considerável melhoria nas condições de vida dos habitantes. Em 1925, um novo templo foi edificado substituindo a capela improvisada de Alexandre Nunes, através da iniciativa de Antônio Alves Rodrigues e da contribuição de toda a sociedade com donativos e serviços. A igreja que hoje avistamos, foi feita em volta da anterior, teve sua construção iniciada em 1941 e foi inaugurada no início de 1947. A obra foi chefiada pelo senhor Miguel Henriques da Silva e contou com a colaboração dos fiéis.

No início da década de 1930, Barreiro contava com um número considerável de habitantes, mas não o suficiente para a elevação do povoado a distrito. A infraestrutura local também não se apresentava autosuficiente, sendo complementada por variados serviços de São Joaquim de Bicas. Nesta época, devido a disputas políticas entre o Padre Jacinto Pereira e a família Benjamim, em São Joaquim de Bicas, o Cartório de Paz foi transferido para o povoado do Barreiro. Aproveitando a oportunidade, Ulisses Ferreira Palhares, morador do Barreiro, recorreu ao Dr. Benedito Valadares, então prefeito de Pará de Minas, para interceder junto ao governador do Estado de Minas, para elevar o povoado a distrito.

Em 1931 foi criado o distrito de Igarapé pela Lei Nº. 50, subordinado a Pará de Minas. O nome Igarapé foi sugestão da esposa do governador do Estado, D. Odete Valadares, devido à existência de vários córregos na região que se assemelhavam aos igarapés no Amazonas. Em 1938, com a emancipação de Mateus Leme, o distrito de Igarapé passou a ser subordinado ao novo município, até sua própria elevação em 1962.

Em 1933 Benedito Valadares é nomeado interventor federal em Minas Gerais por Getúlio Vargas. Nessa mesma ocasião Benedito, então atendendo ao pedido de amigos de Igarapé, manda edificar um prédio para abrigar o ensino escolar. Inaugurado em 1936, o prédio, com inspiração neoclássica, se destacou na pacata vila. Hoje a atual Escola Estadual Professora Maria de Magalhães Pinto é grande referência cultural da cidade.

Até o ano de 1948, o transporte de Igarapé a outros municípios era realizado através de animais ou mesmo a pé, pois não havia estradas próprias para o tráfego de veículos motorizados. Com o desenvolvimento do povoado após sua elevação a distrito, estradas de rodagem foram construídas, permitindo o acesso de veículos motorizados. Mais tarde, com a construção às margens do distrito da BR-381, que faz a ligação entre o Nordeste e o Sudeste do país, a economia de Igarapé se dinamizou ainda mais, devido à importância estratégica da rodovia para todo o país.

Em 1° de março de 1963 o município de Igarapé é oficialmente instalado. Durante toda a década de 60 houve um desenvolvimento grande, com a instalação de serviços odontológicos, médicos e telefônicos e a construção de ruas, avenidas e praças.

Em 1973, com a introdução da fábrica de veículos automotores da FIAT em Betim, região até então limítrofe de Igarapé, muitas famílias tiveram acesso a empregos e novas facilidades de aquisição de automóveis, o que facilitou sobremaneira a vida dos moradores do município. A nova empresa movimentou o mercado de trabalho dos igarapenses, oferecendo-lhes novas oportunidades de emprego.

Desde a década de 80 até os dias atuais, a cidade de Igarapé vem se desenvolvendo nos âmbitos político, econômico, social e cultural, com a instalação de novas empresas e estabelecimentos de comércio, além de escolas, postos de saúde e de policiamento.

A economia de Igarapé baseia-se, atualmente, na produção de hortifrutigranjeiros, no comércio e transportes. A exploração dos recursos hídricos pela empresa Águas Mineiras Igarapé Ltda, também se apresenta como uma importante esfera econômica do município, tornando-se mundialmente conhecida. Além disso, Igarapé encontra-se em processo de industrialização, somando um considerável número de empresas instaladas. A mineração é outra atividade que se destaca.

O potencial turístico da região também se destaca como um setor sócio-econômico-cultural de grande potencial para o futuro do município. As belezas naturais do município são pontos de referência na região central de Minas, com inúmeras fontes d'água e trilhas ecológicas, que se manifestam como expressões do eco turismo.

Igarapé possui como bens materiais protegidos pelo patrimônio municipal o Conjunto Paisagístico Pedra Grande, a Escola Estadual Professora Maria de Magalhães Pinto e a Imagem de Nossa Senhora Mãe de Misericórdia. Ainda se destaca em seu patrimônio cultural o saber e o fazer dos mestres que perpetuam passando de geração a geração expressão a da rica e saborosa culinária local, hoje objeto de festival anual.

Fonte: IBGE.
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GUANHÃES (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GUANHÃES


População 2012: 31.800
Área da unidade territorial (Km²): 1.075,122
Densidade demográfica (hab/Km²): 29,08
Gentílico: Guanhanense

Histórico
Os primitivos habitantes da região onde hoje se acha localizado o Município de Guanhães, foram os índios guanahães, de origem tapuia e do grupo selvagem dos caingangue de Minas Gerais.

Sendo a região habitada pelos índios guanahães, principalmente às margens do rio de igual nome, passou então a chamar-se Guanhães.

No século XVII, vários conquistadores à procura de ouro e pedras preciosas, atingiram o Rio das Velhas, onde se estabeleceram com fazendas de gado e culturas em geral. Nenhum obstáculo os deteve. Em meados de 1714 foi criada a Comarca de Vila do Príncipe.

O tempo foi passando, e as jazidas se esgotando e os mineradores se dispersaram para outras regiões. Do Serro, descendo os Rios Guanhães e Santo Antônio, outros bandeirantes localizaram veios em Conceição e no Córrego das Almas, formando novos núcleos de povoação. Foi o serrano João Azevedo Leme que encontrou ouro nos "Descobertos auríferos do Graypu". A notícia despertou interesse e foi assim que ele fundou, nas imediações do local onde encontrara ouro, o Povoado de São Miguel e Almas.

O Rio Guanhães, o maior caudal que passava nas vizinhanças do novo arraial, lhe deu o nome: São Miguel de Guanhães. O povoado virou distrito, vila e cidade, a qual foi progredindo lentamente com a riqueza aurífera da terra.

Em 1824, o fazendeiro Capitão Venâncio Gomes Chaves e outros, formaram a empresa para a exploração das lavras do Condonga, auxiliados nos trabalhos de mineração por Francisco José de Queiroz, até que em 1837, o povoado teve grande desenvolvimento com a exploração das lavras pela Companhia Inglesa "The Candonga Gold Co. Limited". Depois do Condonga, a mais importante mineração do município foi a da Fazenda das Almas, na propriedade do Capitão Francisco Nunes Coelho.

Mais tarde outra lavra foi descoberta em São Miguel e Almas, à qual deram o nome de "Mexirico", devidos às intrigas entre seus exploradores.

Para José Coelho da Rocha, o primeiro habitante de São Miguel e Almas, assim como para outros moradores, coube a glória da constituição do primitivo núcleo e de seu patrimônio, com a doação de terrenos. Sob a invocação de São Miguel, surgiu a primeira capela, a de São Miguel e Almas, erigida pelo Alvará Régio do Príncipe D. João VI, de 26 de janeiro de 1811, sendo, porém, instituída canonicamente pela provisão de 17 de junho de 1828. A Paróquia foi criada no dia 14 de julho de 1832. O aniversário de Guanhães é comemorado a 25 de outubro, data em que foi elevado à categoria de município.

Formação Administrativa
Guanhães foi elevado à categoria de distrito em 1828, e à freguesia pela Resolução de 14 de julho de 1832, com a denominação de São Miguel e Almas.

A 23 de março de 1840, a Freguesia de São Migul e Almas, através da Lei Provincial nº 171, incorporou-se ao município de Conceição do Mato Dentro (ex-Conceição do Serro), face ao disposto na Lei nº 1301.

Desmembrado do município de Conceição do Serro, alcançou à categoria de Vila, sede do novo município de São Miguel de Guanhães, pela Lei nº 21.132, de 25 de outubro de 1875 e, em 1879 emancipou-se do Serro.

Segundo documentos no arquivo do Cartório do 2º Ofício de Guanhães, consta o dia 09 de dezembro de 1879 como sendo o da instalação da Vila do Município de São Miguel de Guanhães, o qual passou a denominar-se Guanhães em 13 de setembro de 1881, através da Lei Provincial nº 2.766. Pelo parágrafo único da mesma Lei, Guanhães ficou constituído das paróquias de São Miguel e Almas, Nossa Senhora do Patrocínio e Capelinha de Nossa Senhora das Dores de Guanhães, as duas primeiras desmembradas do município de Serro, e a última do de Conceição.

Em sua primeira organização, Guanhães contava com os distritos de Divino, Gonzaga, Nossa Senhora do Patrocínio, Braúnas, Travessão, Jequitibá, Sapucais, Farias e Correntinho(antigo Santo Antônio).

Pela Lei Estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, foi incorporado ao município de Guanhães, o distrito de Porto de Guanhães, oriundo do de Conceição, e pela mesma Lei, foram desmembrados os distritos de Nossa Senmhora do Patrocínio(atual Virginópolis), Divino(atual Divinolândia de Minas), Gonzaga, que passaram para o Município de Virginópolis.

Através do Decreto-Lei 1058, de 31 de dezembro de 1943, que criou o distrito de Açucena, perdeu Guanhães os distritos de Travessão (hoje Açucena) e Jequitibá; pela Lei Estadual nº 1039, de 12 de dezembro de 1953, Guanhães perdeu o distrito de Braúnas que foi elevado à categoria de município e, finalmente, a Lei Estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, foi desmembrado o distrito de Dores de Guanhães, que passou a município.

Atualmente o município é composto dos distritos da sede, Correntinho, Farias, Sapucaia de Guanhães e Taquaral de Guanhães.

Fonte: IBGE
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GUAXUPÉ (MINAS GERAIS) - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE GUAXUPÉ


População 2012: 49.430
Área da unidade territorial (Km²): 286,398
Densidade demográfica (hab/Km²): 172,59
Gentílico: Guaxupeano

Histórico
Até o começo do século passado, o território em que se situa Guaxupé era mata virgem. As mais antigas referências dão conta de que somente em 1813 pés de homens civilizados pisaram a região que era habitada pelos primitivos

"Caminho das Abelhas", significado indígena da palavra Guaxupé, é a versão mais aceita para a denominação que ficou até hoje. Tomou esse nome, por volta de 1814, o ribeirão e mais tarde o arraial , denominado Dores de Guaxupé.

O documento mais antigo sobre posse de terras até agora conhecido tem a data de 28 de outubro de 1818: É uma escritura passada em Jacuí e pela qual João Martins Pereira e sua mulher Maria de Jesus do Nascimento vendiam a Antônio Gomes da Silva "terras de cultura de matos virgens e serrados"na paragem do Ribeirão do Peixe vertente para o Rio Pardo, junto a terras do próprio Gomes da Silva , que foi então ao que tudo indica, o segundo proprietário das terras em que depois surgiu a cidade .

Mais tarde, as terras foram transferidas a Paulo Carneiro Bastos , que doou 24 alqueires para a fundação da Capela de Nossa Senhora das Dores. Essa área era parte da Fazenda Nova Floresta , e nela em 1837, celebrou-se a primeira missa, num ato que pôde corresponder ao ato de fundação de Guaxupé. Paulo Carneiro Bastos, Francisco Ribeiro do Valle, o licenciado José Joaquim da Silva e o tenente Antônio Querubim de Rezende, são os nomes que os anais registram como fundadores de Guaxupé.

A capela foi construída em 1839 e ao redor dela construíram-se as primeiras casas, exatamente no local onde está hoje a Avenida Conde Ribeiro do Valle , de onde derivava o "caminho de Santa Barbara das Canoas", atual rua Barão. Por volta de 1850, o Arraial de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé já contava com 180 casas, 07 ruas e engenhos.

Em 1853 a povoação foi elevada a Distrito de Paz, na jurisdição de Jacuí e em 1856 criava-se a Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé, pertencente à Câmara Eclesiástica de Caconde, no bispado de São Paulo.

Iniciou-se então a construção da nova igreja na atual praça Américo Costa. Francisco Ribeiro do Valle , ao falecer em 1860, 13 de abril, legou "quatrocentos mil réis" à Paróquia.

Em 23 de junho de 18 54, o povoado foi elevado a Freguesia, no termo de Jacuí e Município de São Sebastião do Paraiso.

O município de Guaxupé foi instigado pela lei 556, de 30 de agosto de 1911, com território desmembrado de Muzambinho, e instalado solenemente em 1º de junho de 1912 , data em que se comemora .

Era uma conseqüência da grande expansão econômica que tomara vulto desde 1904, quando chegaram os trilhos da Mogiana.

A Comarca foi criada em 1925, pela lei 879 de 25 de janeiro. Eis, pois, os traços essenciais da bela história de Guaxupé , a "Cidade das Abelhas ".

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Guaxupé, pela Lei Provincial nº 1189, de 23-07-1864, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado aos municípios de Jacuí e São Sebastião do Paraíso.

Pela Lei Provincial nº 2500, de 12-12-1878, o distrito de Guaxupé, foi transferido dos municípios de Jacuí e São Sebastião do Paraíso para o de Muzambinho.

Elevado á categoria de vila com a denominação de Guaxupé, pela Lei Estadual nº 556, de 30-08-1911, desmembrado de Muzambinho. Sede na antiga vila de Guaxupé. Constituída do distrito sede. Instalada em 01-06-1912.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede.

Elevado á condição de cidade com denominação de Guaxupé, pela Lei Estadual nº 663, de 18-09-1915.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo Decreto-Lei Estadual nº 1058, de 31-12-1943, o município de Guaxupé perdeu parte do seu território para o novo município de São Pedro da União.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Transferência distrital
Pela Lei Provincial nº 2500, de 12-12-1878, o distrito de Guaxupé, foi transferido dos municípios de Jacuí e São Sebastião do Paraíso para o de Muzambinho.

Fonte: www.guaxupe.mg.gov.br, IBGE.
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